quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Quinoa

No Brasil, as pesquisas com a quinoa começaram na década de 1980, pela Embrapa, na sua unidade de Brasília, obtendo-se ótimos resultados. Atualmente, agrônomos, engenheiros de alimentos, nutricionistas e outros profissionais pesquisam cada vez mais a quinoa, inclusive procurando adaptá-la ao solo de cerrado brasileiro, principalmente no estado de Mato Grosso. Resultados das pesquisas mostram que o Brasil apresenta um enorme potencial para produzir a quinoa na região central, mais árida - pois a planta não exige muita chuva e pode ser cultivada na entressafra da soja - bem como nas áreas mais altas e frias da região sul.
A quinoa também apresenta um bom resultado como cultura de verão nas entressafras; por ser botanicamente diferente das espécies nativas, é mais resistente às pragas e doenças que ficam nos restos de cultura e plantas espontâneas, diminuindo seu impacto negativo.[2]
Pesquisas feita pelo Departamento de Nutrição da Universidade de São Paulo, em parceria com a Embrapa, comparando a quinoa andina com a produzida aqui, comprovaram um perfil de proteínas de 90% em ambas. A quinoa brasileira contém mais fibras - 13% contra 8,5% da andina. Os resultados indicam grandes semelhanças genéticas com a original, prometendo um futuro promissor para o cultivo no Brasil.
Cada 100 gramas de quinoa contêm 15 gramas de proteínas || 68 g de carboidratos, 9,5 mg de ferro, 286 mg de fósforo, 112 mg de cálcio, 5 g de fibras e 335 kcal. A composição pode variar um pouco, em razão da diversidade de sementes. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a quinoa é um dos alimentos mais completos que existem. Novas pesquisas da planta mostram que a mesma tem o poder proteico do leite materno.
A quinoa não contém glúten.[3]
A quinoa pode substituir o trigo na produção de farinha, a soja na produção de óleo, o milho para biodiesel e o arroz na alimentação.



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